sexta-feira, 14 de junho de 2019

Cabeamento expostos e desorganizados



Olá, eu sou o Joaquim e hoje eu vou falar para vocês sobre os problemas críticos que você pode ter na sua empresa por não ter um cabeamento de rede no mínimo aceitável. 

Irei tratar unicamente da rede cabeada. Redes sem fio irei abordar em um outro momento, sendo assim, quando a gente fala de cabeamento de redes, muita gente pensa que passar uns cabos e conectar num switch ou vários switches, sem ter uma organização adequada ou até não deixá-los expostos, acha que sua rede ja está montada e pronta para usar sem problemas. Ela pode até funcionar a princípio, mas "sem problemas" com certeza não combina com o contexto e é justamente desses problemas que eu vou falar hoje. 

Eu dividi esses problemas em basicamente duas categorias, funcional e estético.

Vamos lá, vou começar pela funcional.

Antes de mais nada, gostaria que vocês entendessem que um computador conectado na rede, está linkado através de, NO MÍNIMO, dois pontos de redes. Uma ponta do cabo está conectado no computador e a outra no switch. Essa não é uma forma boa prática e mais na frente eu vou explicar melhor. 

Vamos imaginar que temos 2 cenários: A empresa que tem o cabeamento escondido, seja por canaletas, eletrodutos externos ou interno, mas totalmente desorganizado e despadronizado e as empresas que tem o cabeamento expostos, espalhados pelos chãos da sala ou até pendurados. Obviamente essa segunda empresas, com certeza também estão desorganizados.

No primeiro cenário, a empresa que já consegue esconder seus cabos, pelo menos de uma forma mínima, com por exemplo, o cabo sai conectado diretamente na estação de trabalho, aproximadamente 1m até a parede, entra em uma canaleta ou eletroduto e a outra ponta cabo sai para se conectar diretamente em um switch. Reforço, Isso não é uma boa prática, mas é bem comum de se ver. 

A primeira coisa que temos que observar é, esses cabos estão identificados? Cada ponta com sua marcação para poder ser facilmente identificados?
Quando não existe uma identificação, achar um problema de conectividade torna muito mais cansativo e demorado. Você pode até pensar que seja besteira, por exemplo, uma empresa com 10 computadores onde um dele começa a apresentar problemas típicos de cabeamento, bastaria “apenas” sair testando um por um até encontrar o cabo defeituoso. O problema é que mesmo numa rede pequena como essa, isso vai demandar tempo e alguém vai estar parado sem produzir, e isso é apenas para identificar o cabo, depois você vai demandar mais um pouco de tempo para poder resolver o problema, até trocar o cabo, se for necessário. Agora imagine esse mesmo cenário em uma empresa com 100, 200 pontos de rede ou até mais. Quanto tempo não demandaria para identificar esse cabo? Bastante né?



Esse problema pode se agravar mais, ou melhor, poderia ter um impacto bem menor, se esses pontos de redes tivessem sido planejados de uma forma mais inteligente, como por exemplo: Estarem devidamente identificados e em vez do cabo estar conectado diretamente, cada ponta, uma no computador e outra no switch, o correto a se fazer é  instalar um conector RJ45(1) fêmea próximo ao computador, conectar um cabo  nele, passar o cabo por um meio que o proteja, como eletroduto, e a outra ponta do cabo conectar em um das portas de entrada de um equipamento chamado do patch painel. O patch panel instalado em um rack junto com o switch e demais ativos de redes, como o roteador. 
(1)RJ45 Fêmea

Patch Panel(2), é um equipamento criado para se fazer uma rede estrutural, que aumenta a durabilidade e disponibilidade de sua rede, uma vez que os cabos estarão fixos entre os dois pontos e protegidos de várias adversidades que podem ocorrer. Na parte de trás desse patch panel, é conectado os cabos que vieram dos eletrodutos. Na parte frontal, sairá os cabos que irão se conectar ao switch. Esses cabos de rede, também chamados de patch cord, são usados nos seus ativos de rede de forma prática, rápida e de fácil identificação. Um irá se conectar naquela porta RJ45 que está la na parede, próximo ao computador, e obviamente a outra ponta ficará conectado ao computador e o outro cabo irá se conectar em uma dessas portas de saída do patch panel, linkando com o switch. 


(2)Patch Panel de 24 portas

Aí você pode questionar, "Joaquim, me disseram uma vez que em uma rede, quanto mais pontos de falhas tiver, mais riscos eu tenho para minha rede". Trago esse questionamento porque ja me fizeram ele em um projeto que minha empresa executou tempos atrás e digo que, neste caso, essa regrinha não se aplica. No cenário em questão, onde um único cabo linka o PC e o switch, é fácil observar que o mesmo cabo que passa pela parede e se conecta nos equipamentos, estão sujeito a várias adversidade que podem comprometer sua integridade de sua rede, por exemplo, uma cadeira que vc arrasta e que estava presa ao cabo, um livro ou outro material pesado caindo sobre ele, uma pessoa que esbarra e até mesmo na hora de higienizarão do ambiente, um vassoura que sai arrancando tudo. Aí veio outro questionamento: "mas Joaquim, essas mesmas adversidades que acontecerem, também não poderá danificar o cabo do mesmo jeito?"

Observe, em uma rede com cabeamento estruturado, se essas adversidades acontecerem, é mais fácil você trocar apenas aquele patch cord que está conectado no pc e ao conector fêmea na parede, que é facilmente removível, do que você ter que trocar um cabo inteiro que está dentro de uma parede. Isso porque, quando você não toma esses cuidados, muitas vezes o ponto de falha, necessariamente não estará fora da parede. Um cabo que fica balançando continuamente ou puxado, seja qual for o motivo, pode ter seus fios partidos, em qualquer lugar ao logo de seu percurso. Imagina a trabalheira que da trocar um cabo que tenha 50m. Quando um sistema de cabeamento obedece as normas técnicas, você tem um sistema de cabeamento estruturado e isso não é invenção minha não, existem normas que regulamentam esse sistema de cabeamento estruturado, que eu não vou focar nisso agora, quem sabe eu possa até falar dessas normas técnicas que certificam um cabeamento, em um outro momento. 

Então, muita gente recorre ao barato e acaba pagando pelo preço. Quando você não faz um cabeamento de forma correta, ou seja, não obedecendo as normas técnicas de um cabeamento estruturado, você está sujeito a ter sérios problemas no futuro e pode ter certeza, por experiencia própria, você irá tê-los, ja teve ou até está tendo nesse exato momento. Não vale a pena fazer o mais barato, um patch panel com 24 portas, não é um equipamento caro, R$ 90,00 não é o que vai deixar seu projeto de rede muito mais caro e pode de poupar de vários outros problemas e gastos futuros. Um hack também não é caro, um hack de 4u, por exemplo, você encontra por menos de R$ 250,00 e você pode encontrar esses equipamentos em diversas lojas físicas ou até na internet mesmo. O rack(3) também é importantíssimo, ele é quem vai proteger os ativos de redes como o modem/roteador, switch e pach panel. Vai ficar bem organizado e protegido contra acidentes menores e mediano. 

(3) Rack

Um mal cabeamento também vai comprometer o desempenho e disponibilidade de seus serviços. Você já se deparou com a famosa "lentidão"na internet? Pois saiba que muitas vezes esses problemas não estão associados a seu provedor de internet e sim no seu cabeamento. E pode acreditar, isso acontece com muito frequência. Você fica nervoso, aquele e-mail que você precisa enviar, não está saindo da sua caixa ou está com um anexo um pouco pesado e está demorando muito pra ser enviado, você liga ou pede pra alguém ligar para a operadora, a operadora vai fazer os teste e não vai encontrar nenhum problema, obvio, uma vez que a operadora é responsável "apenas" pelo roteador e tudo que está conectado nele até a infraestrutura da própria operadora, o cabeamento interno da sua empresa é de responsabilidade da própria empresa. Você vai ficar brigando com a operadora até chegar ao ponto de trocar de operadora e notar que os problemas ainda persistem. Se você trabalha com serviços cliente/servidor que se conectam na internet ou cliente/servidor interno mesmo, vai se deparar com os mesmo problemas de lentidão, falhas nos serviços e entre outros. Vai demandar muito tempo de seus tecnicos tentando encontrar um problema nos sistemas ou servidores, quando na verdade pode ser apenas um ponto de rede defeituoso. Olhe, credite, problemas físicos de rede são os mais complicados de se identificarem. 

Ja que entendemos quais os principais problemas físicos que um cabeamento não estruturado pode me trazer, agora vamos conhecer quais problemas uma má estética pode estar associado. Esteticamente, quais problemas você poderia ter? Bom, a parte estética é mais filosófica. Quando você entra em um estabelecimento e se depara com um ambiente desorganizado e sujo, tenho certeza que seu conceito para com aquele estabelecimento cai um pouco, né? As pessoas não consegue separar as coisas, como uma empresa tão desorganizada, esteticamente, pode me oferecer um produto de qualidade? Isso porque no seu inconsciente, limpeza e organização está associado a coisas boas e o oposto disso, fica associado a coisas ruins. Se você chega em um local e vê aquela bagunça, inconscientemente você ja começa é ter uma aversão por aquele lugar. Seus cliente, investidores ou pessoas com a qual você pretende ter algum tipo de negócio, chega na sua organização e a encontra desorganizada, isso com certeza irá te atrapalhar de alguma forma e visualmente falando, cabo espalhados por todo canto ou mal distribuídos, influencia bastante na organização de um ambiente, fora que, um ambiente desorganizado, pode reduzir seu desempenho, o desempenho de sua equipe, deixar mal humorado e entre outros problemas, mas isso é um assunto que não quero entrar em detalhes, existem vários materiais interessante na internet explicando isso. 

Faça um teste, dê uma geral no seu ambiente de trabalho, limpe tudo, retire papeis e objetos desnecessários de cima das mesas, os que precisarem ficar, deixe-os de forma simétrica de acordo com os demais objetos a sua volta, organize tudo, deixe apenas os cabos desorganizado e depois pare para dar uma olhada. Aquela desorganização dos cabo vai contrastar com seu ambiente e vai continuar dando a impressão de estar desorganizado, o que de fato ainda estará. 

Então é isso, pessoal, espero que tenham gostado e tenham em mente que certos tipos de economias podem não ser vantajosas como as pessoas imaginam e com certeza, cabeamento estrutura é uma coisa que você não pode negligenciar. A princípio esse texto era apenas um roteiro para um vídeo que estou produzindo sobre este assunto, mas resolvi reativar esse blog só para eu poder compartilhar meus conhecimentos, atingindo vários públicos e quem sabe até poder ajudar quem está precisando. 

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Um forte abraço e até mais



segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pedido de desculpas

Caros,
Peço-lhes descupas por este breve abandono. O motivo é aquele que todos diriam em uma situação como esta: Tempo, problemas... Não vou dizer que foi outra coisa, pois, foi exatamente este o motivo do breve abandono. Já estou trabalhando no proximo post e em breve estará aqui. Mais uma vez agradeço a participação de todos.
Forte abraço.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Modelo OSI: Resumo da história.


 Nas primeiras redes, apenas computadores de um mesmo fabricante poderiam se comunicar. Isto por questões de compatibilidade, o qual cada fabricante adotava seu próprio padrão. Na época, os dois fabricantes que dominavam o mercado era a IBM e a DEC (Digital Equipament Corp, que hoje é a HP).

 Esse problema estava dando dor de cabeça a muitos empresários, pois, se uma empresa “A” que tinha a IBM como solução em TI, comprasse uma empresa “B” que utiliza-se recursos DEC, a fusão das duas seria muito complicada, senão impossível tecnologicamente falando. Insatisfeito com a situação atual, os consumidores exigiram que esse problema fosse solucionado o mais rápido possível.

 No inicio da década de 1981 a ISO (International Organization For Standardization) se reunio com representantes de várias empresas para tentar resolver este impasse. Foi quando em 1984 o modelo OSI (International Systems Interconnections) foi criado e permitindo a comunicação de dados entre hardwares e softwares de fabricantes diferentes, e mais do que isso, o modelo OSI também padronizou a forma como os dados são preparados, organizados, enviados, recebidos, interpretados e utilizados, tudo organizado por camadas, onde cada camada tinha um conjunto de protocolos (regras), tudo padronizado para que todos os fabricantes “falassem a mesma língua". O modelo ficou conhecido como arquitetura em camadas.

 O governo americano tentou impor esse modelo e em seguida o governo brasileiro também o fez através da Lei da Informática, porém, todas as tentativas de se impor esse modelo, fracassaram e lentamente esse modelo foi sendo ultrapassado por outros.

 O modelo OSI foi o mais bem estruturado de sua época, porém, não foi o primeiro modelo de referencia independente de fabricantes. Um outro modelo já estava rondando as redes havia um bom tempo, mas, sem a ISO lhe “apadrinhando”, era o modelo TCP/IP. Não era estruturado como o OSI nem tinha a ISO como endosse, como dito anteriormente, por isso poder-se-ia dizer que era um modelo informal, ententanto, era e é ainda hoje muito mais flexível que o modelo OSI e muito mais fácil de ser aplicado.

 Desenvolvido na Universidade de Standford e homologado com sucesso por Bob Kahn e Vintong G. Cerfg em 1974, ainda não era um modelo, e sim um conjunto de protocolos cujo o TCP era o proncipal.

 O Departamento de Defesa Amaricana (DoD – Departament of Defense) abriu uma espécie de licitação na época, para a criação de um modelo confiável, flexível e fácil de ser implementado, temendo ataques nucleares. O TCP/IP foi o escolhido e adotado. Em 1976 o TCP/IP foi implementado na ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network) pela DoD, por isso alguns autores chamam o modelo TCP/IP de modelo DoD.

 Inicialmente só para uso militar o que seria a internet. na época, era chamada de DARPANET, sendo muito vulnerável. O modelo TCP/IP foi amadurecendo e hoje é o padrão por se tratar de um modelo flexível e fácil de ser implementado.
Bibliografia
FILIPPETTE, Marco Aurélio.CCNA 4.1 Guia Completo de Estudo. Visual Books. Florianópolis. 2008 DIÓGENES, Yuri. Certificação CISCO. Axcel Books. Rio de Janeiro. 2004.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Introdução a Redes de Computadores

Um resumo da história


 Bem antes da existência de um conceito de Sistema de Telecomunicação, alguns tipos de máquinas realizavam instruções entre si manipuladas por pessoas. 

 Em setembro de 1940, George Stibitz usou uma máquina de teletipo para enviar instruções para um conjunto de problemas a partir de seu Model K na Faculdade de Dartmouth em Nova Hampshire para a sua calculadora em Nova Iorque e recebeu os resultados de volta pelo mesmo meio. Conectar sistemas de saída como teletipos a computadores era um interesse na Advanced Research Projects Agency (ARPA) quando, em 1962, J. C. R. Licklider foi contratado e desenvolveu um grupo de trabalho o qual ele chamou de a "Rede Intergaláctica", um precursor da ARPANET. 

 Em 1964, pesquisadores de Dartmouth desenvolveram o Sistema de Compartilhamento de Tempo de Dartmouth para usuários distribuídos de grandes sistemas de computadores. No mesmo ano, no MIT, um grupo de pesquisa apoiado pela General Electric e Bell Labs usou um computador (DEC’s PDP-8) para rotear e gerenciar conexões telefônicas. Durante a década de 1960, Leonard Kleinrock, Paul Baran e Donald Davies, de maneira independente, conceituaram e desenvolveram sistemas de redes os quais usavam datagramas ou pacotes, que podiam ser usados em uma rede de comutação de pacotes entre sistemas de computadores. Em 1969, a Universidade da Califórnia em Los Angeles, SRI (em Stanford), a Universidade da Califórnia em Santa Bárbara e a Universidade de Utah foram conectadas com o início da rede ARPANET usando circuitos de 50 kbits/s. 

 Redes de computadores e as tecnologias necessárias para conexão e comunicação através e entre elas continuam a comandar as indústrias de hardware de computador, software e periféricos. Essa expansão é espelhada pelo crescimento nos números e tipos de usuários de redes, desde o pesquisador até o usuário doméstico. Atualmente, redes de computadores são o núcleo da comunicação moderna. O escopo da comunicação cresceu significativamente na década de 1990 e essa explosão nas comunicações não teria sido possível sem o avanço progressivo das redes de computadores. Em um passado não muito remoto, por volta de 1950, mesmo antes de surgir o conceito de redes de computadores, alguns dos grandes computadores já passavam a idéia sobre conectividade, porém, ainda não existiam redes. Entre as décadas de 50 a 70, os sistemas de compartilhamento foram surgindo, porém, muito limitados para o que o mercado exigia, foi quando surgiu a tecnologia SNA (Systems Network Architecture) para interconectar os Mainframes. 

 Com a chegada das LAN’s (Local Area Network) que tinha como principal foco os PC’s (Personal Computer), houve uma grande revolução na época. Foi muito bom, pois, onde antes todas as atividades concentravam-se apenas em um único computador (Mainframes), a partir de então, cada ponto de rede tinha um dispositivo trabalhando e ligados uns com os outros, garantindo um bom funcionamento da rede e descentralizando as tarefas. Observe aí que foi também nesse momento onde o conceito de compartilhamento surgiu, pois teria que haver um tipo de compartilhamento para que as atividades deixassem de ser centralizadas. 

 Podemos caracterizar a LAN como uma rede loca (geograficamente perto) com enlaces de alta velocidade de no mínimo 10 Mbps. Porém, hoje, com o crescimento desenfreado das redes, temos muitas redes geograficamente dispersas, conectando-se em uma base de dado, executando tarefas a distancia e ou compartilhando recursos. São as chamadas WAN’s (Wide Área Network) onde falarei com mais detalhes mais tarde. 

 Bibliografia DIÓGENES, Yuri. Certificação CISCO. Axcel Books. Rio de Janeiro. 2004. WIKIPÉDIA. Redes de Computadores. Acesso em 21 abril 2009, às 13:50.

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